Análise dos perfis CIM e AMA + Plano de ação para as redes da FBM

Documento interno · Atualizado em 17/04/2026

Documento interno, funcional. Objetivo: destrinchar o que os dois concorrentes internacionais fazem nas redes, tirar aprendizados e transformar em ajustes concretos para a operação da FBM.


Contexto: quem são CIM e AMA

CIM — Chartered Institute of Marketing

Instituto profissional de marketing sediado no Reino Unido, fundado em 1911. É considerado o maior e mais antigo do mundo no segmento. Opera em 36 países, com 130 centros de estudo e exames em 132 países, e tem cerca de 30 mil membros ativos. Emite qualificações formais do nível 3 ao 7 (equivalente a mestrado), incluindo o selo "Chartered Marketer", referência global de credenciamento profissional em marketing.

AMA — American Marketing Association

Associação profissional sediada nos Estados Unidos, fundada em 1937. Se posiciona como "the essential community for marketers & academics". Opera de forma descentralizada com 70+ capítulos locais e 350 campi universitários. Publica journals acadêmicos peer-reviewed (entre eles o Journal of Marketing, referência científica global), emite a certificação PCM (Professional Certified Marketer) e produz o relatório anual Future Trends in Marketing, muito citado no mercado norte-americano.

Os dois são referências internacionais para qualquer instituição de marketing do mundo. Cumprem, em seus países de origem, um papel comparável ao que a FBM busca ocupar no Brasil: formação, certificação, comunidade e autoridade institucional.

1. Como o CIM se comporta nas redes

Instagram @cim_marketing

LinkedIn

Site / Content Hub

2. Como a AMA se comporta nas redes

Instagram @ama_marketing

LinkedIn

Site

3. Aprendizados que saem dessa leitura

  1. Consistência pesa mais que volume. A AMA tem metade dos posts do CIM e mesma base. Edição e curadoria valem mais que frequência bruta.
  2. Hubs temáticos organizam o feed. Os dois operam em pilares visíveis. Quem entra no perfil identifica rapidamente os territórios.
  3. Membros recebem conteúdo premium. Webinars, pesquisas e journals são reservados para filiados. O gratuito é porta de entrada.
  4. Relatórios anuais são motor de autoridade. Gera pauta em imprensa e alimenta 6 meses de conteúdo derivado.
  5. Entrevistas com nomes fortes pesam. Nome forte gera alcance orgânico e peso editorial.
  6. Caso concreto vence listagem genérica. "Como a Sky fez marketing da série Y" supera "7 dicas para engajar mais".
  7. Presença descentralizada amplifica. Um conteúdo do nacional ecoa em 70+ perfis regionais no caso da AMA.

4. Onde a FBM está hoje (gaps)

ÁreaEstado atual FBMO que CIM/AMA já fazem
Pilares editoriaisPosts sem hub visual claroHubs temáticos com identidade própria
Série recorrenteNão existeCIM tem podcast, AMA tem Future Trends
Conteúdo premiumTudo gratuitoWebinars e journals para membros
Relatório anualNão existeFuture Trends da AMA é referência global
Convidados de pesoFBM Talks existe, mas pouco exploradoEntrevistas com CMOs de marcas fortes
Posicionamento nas redesFoco em produto (curso, prêmio)Foco em tese, opinião, posicionamento
LinkedIn vs InstagramEsforço maior no InstagramLinkedIn priorizado (público B2B)
Amplificação descentralizadaSem lógica de capítulosAMA usa 70+ chapters. FBM-RS pode cumprir esse papel

5. Plano de ação

A. Ajustes imediatos (0 a 30 dias)

Sem precisar de novos recursos. Só reorganização operacional.

  1. Definir 4 hubs temáticos visuais do feed. Cada post entra obrigatoriamente em um: Formação, Prêmios, Comunidade, Futuro do Marketing. Cada hub ganha cor ou ícone consistente.
  2. Criar uma série recorrente semanal. Exemplo: toda quarta-feira, post que comenta um fato do mercado ("#FBMAnalisa" ou similar). Ritmo fixo gera expectativa.
  3. Reescrever bios e destaques do Instagram e LinkedIn com posicionamento claro.
  4. Cortar FBM Talks em Reels curtos (30 a 60 segundos) priorizando trechos com os convidados mais reconhecíveis.
  5. Equilibrar Instagram e LinkedIn. Cada peça do Instagram ganha versão adaptada para LinkedIn na mesma semana.
  6. Conectar FBM e FBM-RS como capítulos. Posts nacionais ecoam regional e vice-versa, começando a lógica da AMA.

B. Ajustes estruturais (30 a 90 dias)

Exige coordenação com Andrea e Claudio e um ou dois recursos novos.

  1. Série mensal com CMOs brasileiros. Um nome reconhecível por mês: 1 carrossel + 1 Reel + 1 post LinkedIn longo por mês.
  2. Primeira pesquisa de ROI dos cursos FBM. Alcance 100 alunos dos últimos 12 meses via formulário simples. Dado vira munição de conteúdo.
  3. Newsletter FBM quinzenal. Formato enxuto no começo. Serve para construir base qualificada.
  4. Case-a-case dos prêmios Strategy. Um case por semana no semestre, da inscrição à cerimônia.
  5. Primeiro teste de conteúdo exclusivo de lista. Mini-relatório ou entrevista longa só para inscritos da newsletter. Prepara terreno para FBM Members.

C. Ajustes de longo prazo (6 meses ou mais)

  1. Relatório anual FBM Tendências (versão enxuta já na primeira edição).
  2. Estrutura de certificação paga (Certificado FBM Pro).
  3. Programa formal de filiação (FBM Members).

6. Roadmap semanal (primeiros 30 dias)

SemanaEntregáveis
Semana 1Mapear os 4 hubs temáticos. Reescrever bios. Briefar a série semanal. Selecionar 3 cortes de FBM Talks.
Semana 2Publicar a primeira peça de cada hub. Lançar versão adaptada no LinkedIn. Primeiro corte de FBM Talks no Reels.
Semana 3Lançar o primeiro episódio da série recorrente. Começar produção do primeiro carrossel de case de prêmio Strategy.
Semana 4Publicar primeiro case Strategy. Fechar lista de CMOs para série mensal. Leitura de métricas e ajuste.

7. Decisões que precisam sair agora

  1. Aprovação dos 4 hubs temáticos (ou alternativa que o cliente prefira).
  2. Escolha do nome da série recorrente semanal e confirmação do dia fixo.
  3. Prioridade entre as séries mensais: começar por CMOs, por cases de premiados ou por instrutores.
  4. Autorização para iniciar pesquisa de ROI dos alunos dos últimos 12 meses.
  5. Definição do ponto de contato interno da FBM (além da Andrea) para fornecer inputs semanais.

8. O que não entra nesse plano

Fica fora de escopo aqui e vira documento separado quando for a hora:

Esses três pontos dependem de aprovação institucional prévia e envolvem decisões de produto, não de comunicação.